Doenças de pele em gatos

Doenças dermatológicas mais comuns em gatos

Existe uma série de doenças dermatológicas em gatos que podem afetar a pele e fazem com que tenhamos de os levar ao médico veterinário, sendo que vamos aqui abordar as mais comuns na nossa prática clínica: parasitas externos, alergias e abcessos. 

Como o maior órgão do nosso corpo e dos nossos animais de companhia, a pele é um órgão de extrema importância, regulando a temperatura, prevenindo a desidratação, e funcionando como uma barreira protetora contra as agressões externas.

A pele é constituída por quatro componentes principais: a epiderme (a camada mais externa), a derme (logo por baixo da epiderme, que funciona como camada de suporte e que “alimenta” a epiderme, é nesta camada que se encontram os vasos sanguíneos, as raízes dos pêlos, etc.), a subcutis (por baixo da epiderme e que compreende os músculos e o tecido adiposo da pele) e, por último, vários apêndices como os pêlos, as garras, as glândulas sebáceas e sudoríparas e os músculos eretores dos pêlos.

Doenças dermatológicas mais comuns em gatos

Parasitas externos

No que toca aos parasitas externos, os mais comuns são os ácaros auriculares e as pulgas. Os ácaros são comuns em gatinhos – estes demonstram muito desconforto nas orelhas abanando a cabeça, coçando os ouvidos com as patas, podendo mesmo autotraumatizar-se.

O diagnóstico é relativamente fácil pela observação microscópica dos ácaros após citologia e o tratamento passará sempre por limpezas dos ouvidos e aplicação de um desparasitante externo cujo efeito abranja estes parasitas. Por seu lado, as pulgas podem afetar gatos em qualquer fase da sua vida e é mais comum em gatos com acesso ao exterior ou que vivem com cães.

A principal queixa destes gatos é o prurido intenso, podendo haver autotraumatismo, peladas, arrancamento de pêlo, etc. O principal tratamento destes gatos passa pela desparasitação externa, seja ela com pipeta ou com comprimidos que façam a desparasitação externa.

Se o gato em questão for alérgico à picada da pulga, poderá desenvolver uma dermatite alérgica e, nestes casos, poderá ser necessário fazer limpezas da zona da dermatite e, em casos mais extremos, fazer mesmo tratamento oral para tratamento das infeções secundárias e para diminuir o prurido. 

Alergias

No campo das alergias, temos dois grandes grupos de alergias: alergia alimentar e alergia ambiental. Bem sei que, parece não fazer sentido incluir neste campo as alergias alimentares, porém, muitas vezes, estas alergias manifestam-se através de problemas de pele e muitas alergias são controladas pela alimentação.

Quando temos um gato completamente desparasitado, que se mantém com prurido e que responde a medicações orais à base de cortisona, então devemos pensar em alergias. A fonte mais comum de alergias alimentares é a proteína, nomeadamente a de frango, pois é uma das mais comumente utilizada.

Então, para podermos diagnosticar estes gatos, devemos fazer aquilo que se chama um teste de exclusão – escolher uma ração hipoalergénica e alimentar o gato durante 6 a 8 semanas exclusivamente com esta alimentação (fazendo a ressalva que alguns gatos podem ser alérgicos a sertãs hipoalergénicas).

Estas dietas têm uma formulação especial em que a proteína não está “interna”, mas sim “partida” nos seus constituintes baso – os aminoácidos. Se o prurido diminuir e as lesões desaparecerem, podemos fazer um teste de provocação, voltando à alimentação anterior, mas o mais provável é que este gato tenha de comer alimentação hipoalergénica durante toda a sua vida.

As alergias ambientais também respondem a este tipo de alimentação, mas devemos primeiro averiguar a que é que o gato é alérgico – ácaros do pó, pólen, etc. – para isso existem análises sanguíneas que se podem fazer ou testes intradérmicos – deverá discutir com o seu médico veterinário assistente qual a melhor opção para o seu gato. 

Abcessos

Por último, mas não menos importante, falamos de abcessos – os abcessos são acumulações de pus entre as camadas da pele e podem ter várias origens. No caso de gatos com acesso ao exterior ou em casas com vários gatos, é comum os abcessos terem origem em mordidas ou arranhões.

Outras duas fontes comuns de abcesso são as glândulas anais e os dentes. O tratamento base dos abcessos passa sempre por limpezas, antibiótico e anti-inflamatório, contudo, dependendo da origem, da reação ao tratamento e da profundidade que atinja, poderá ser necessário tratamento cirúrgico com limpeza cirúrgica, remoção da glândula ou do dente em questão. 

Estas são as três doenças dermatológicas em gatos mais comuns na nossa prática clínica. Dependendo da região do globo onde nos encontremos estes problemas podem mudar, por isso, se o seu gato apresenta um prurido excessivo deve ser sempre consultado por um médico veterinário. 


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